As vindimas e o vinho em Portugal

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Chegámos ao momento da colheita e o pico da vinicultura em Portugal, estamos no início do Outono e o Verão já ficou para trás com boas ou más recordações é passado, o que importa agora é o resultado obtido com as vindimas em curso e as perspectivas são muito positivas.

Aqui chegados é altura de colheitas e esta é sinónimo de VINDIMAS em Portugal.

Quem trabalha na vitivinicultura e na indústria do vinho em geral está envolvido numas das épocas mais determinantes do ano, podemos observar que ao longo de todo o país que desde Agosto passado já se apanha uvas, devido ao facto de mais ou menos cedo as uvas apresentam-se em condições de serem colhidas das videiras, num trabalho realizado tradicionalmente em ambiente de festa e convívio, para depois produzir o vinho do ano. Uma tradição portuguesa que, apesar de modernizada em alguns aspectos, ainda é o que era.

Na passada semana pudemos observar isso mesmo no terreno, alguns de nós foram privilegiados ao frequentar uma das regiões mais emblemáticas do vinho em Portugal. Quer no âmbito dos projectos e licenciamentos industriais, licenciamento ambiental, sistemas de gestão da segurança alimentar, entre outras razões acabamos por assistir ao momento ano de quem trabalha com vinho.

Importa referir que relativamente à presente época de colheitas (Vindimas) de uva haverá algumas considerações e aspectos a considerar, nomeadamente face o facto de em Portugal tivemos do ponto de vista do clima em geral um Inverno 2ºC mais quente em relação ao ano anterior, logo originou em muitos casos folhagem mais cedo. Houve zonas contudo onde se observou o contrário, nomeadamente em zonas litorais e a Sul, resultando num aumento do intervalo entre folha e floração e foi aqui que houveram quebras.

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A época da vindima é essencialmente a colheita (apanha) da uva, portanto podemos num sentido mais lato designar que a vindima engloba o período entre a colheita das uvas e o inicio da produção do vinho, é aquele momento que todos os envolvidos esperam.

Em Portugal, a vindima pode ocorrer em momentos diferentes meses, consoante a espécie da uva e a localização das vinhas, as condições climatéricas inclusive. Na região do Douro por exemplo, por norma a vindima é realizada durante o mês de Setembro, podendo se estender até Outubro.

Podemos afirmar que as vindimas representam uma época do ano singular em que inclui as actividades que decorrem entre o momento da apanha da uva e a produção do vinho propriamente dito.

Depois em Janeiro procede-se por norma à poda da vinha, proporciona-se forma aos cachos de uva nas vinhas e essa operação pode decorrer até a Primavera.

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Durante o Verão é que as uvas se desenvolvem e ganham cor, aroma e paladar. Entre Setembro e o Outubro, quando as uvas já se apresentam maduras, ou seja, quando o seu peso, cor e acidez apresentam as condições ideais para a produção do vinho, realiza-se as vindimas.

Hoje com recurso a novas tecnologias e maior conhecimento são adoptadas um manancial de várias técnicas introduzidas pelos enólogos contemporâneos, que acompanham as vinhas desde as suas raízes, planeando em detalhe todo o processo das vindimas em abono dos resultados pretendidos, em termos quantitativos e qualitativos.

Em todo o caso, continua a ser perfeitamente possível determinar a melhor altura para se vindimar com recurso a métodos populares, nomeadamente quando é afirmado que se pode vindimar quando os pés das uvas estiverem murchos e as peles dos bagos começarem a contrair.

O acondicionamento das uvas exige sempre um grande cuidado e o transporte para a adega deve ser o mais imediato possível, pois as uvas amassadas, juntamente com o calor que pode ainda marcar a época das vindimas, pode levar a uma fermentação prematura das uvas.

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Já na adega onde se vai processar as uvas apanhadas e produzir o vinho, as uvas são depositadas num tegão e/ou seleccionadas a partir de um tapete rolante, segue-se a fase do desengaçamento das uvas e o seu esmagamento, do qual resulta o mosto, a seguir o mosto por sua vez, é fermentado e assim transformado em álcool, no final do processo de fermentação, o vinho é armazenado em depósitos de madeira, cimento ou inox até estar próprio para consumo, por fim segue-se o respectivo engarrafamento.

Profissionalmente dá-nos muito prazer lidar com clientes do sector dos vinhos, apreciamos o facto de podermos observar o resultado de meses e anos de trabalho depois engarrafado nas prateleiras das lojas.

Pessoalmente também temos todo o gosto face o que as vindimas e o vinho representam desde os tempos mais remotos, logo o vinho tem vindo a desempenhar um papel de relevo em quase todas as civilizações, sendo que na actualidade continua a fazer a protegnoziar relevante papel na sociedade, uma coisa é certa como alguém escreveu antes "Fruto da videira e do trabalho do Homem", não é ultrapassado por nenhum outro produto da agricultura, aliando esse fruto saboroso e nutritivo à bebida privilegiada, precioso néctar, dele extraída - o vinho.

A importância do vinho e a sua relação histórica com a humanidade está repleta de simbologia, assim como impregnado de religiosidade e de misticismo, o vinho surge desde muito cedo na literatura, tendo sido fonte de lendas e inspiração de mitos.

Resta-nos por fim desejar nesta época especial de vindimas em curso que o resultado seja o expectável para todos aqueles que trabalharam por uma boa produção e para um óptimo vinho.

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